Kefir

Março 31, 2008

O kefir (também conhecido como planta do iogurte) é uma bebida feita de leite fermentado, originaria do Cáucaso.A palavra Kefir, tanto se pode referir aos grãos de Kefir como à bebida probiótica resultante da fermentação dos grãos.

A palavra Kefir deriva do Turco keif que pode ser traduzida como bom sentimento ou sentir-se bem. 

É muito simples preparar kefir: Basta misturar grãos de kefir com leite num recipiente, deixar a mistura a uma temperatura ambiente e num local longe da luz solar (de preferência ao escuro mesmo), e deixar fermentar durante aproximadamente 24 horas. Depois, basta coar o kefir líquido, e repetir o processo com os grãos. Pode consumir o kefir líquido fresco, pode guardá-lo no frigorífico, ou pode deixa-lo amadurecer durante alguns dias, á temperatura ambiente ou no frigorífico. Este último processo é útil para quem deseja reduzir a lactose no kefir.

Além de beber kefir, também pode consumir os próprios grãos. 

Os grãos de Kefir multiplicam-se conforme vão sendo cultivados, e por isso, são tradicionalmente doados e as orientações para seu cultivo são passadas oralmente.

Hoje em dia, o kefir é cada vez mais procurado e popular,  devido aos seus inúmeros benefícios para a saúde.

Pode também misturar fruta, mel, açucar ou cereais ao seu kefir líquido. Pode também utilizar o kefir em qualquer receita, substituindo o iogurte ou o leite.

Deixo aqui uma sugestão bastante simples de como consumir o seu kefir: 

1 litro de kefir

Mel

Nozes (ou qualquer outro fruto seco)

Deixe o kefir durante algumas horas no frigorifíco. Quando estiver bem fresco, coloque-o em taças individuais, “regue” com mel e coloque por cima (ou misture, como preferir) as nozes. 

Há muito mais para aprender sobre o kefir. Se quiser saber informações mais detalhadas, sugiro que visite o site: http://paginas.terra.com.br/saude/kefir/index.htm


Receita para fazer o seu pão caseiro

Março 19, 2008

trigoseco

Fazer pão é muito fácil e dá muito bons resultados. Se tem algum tempo disponível, pode fazer o seu pão e adicionar-lhe farinha integral, sementes, passas, flocos de aveias, etc. O melhor disto tudo, é que fica muito mais saboroso do que o pão comercial.

Geralmente, quando faço pão, faço-o a “olho”; ou seja, as medidas não são exactas. Assim, o pão ficará mais fofo ou mais rijo consoante o gosto de quem o faz, sendo necessário para isso apenas adicionar mais água ou mais farinha. Importante, mesmo, é não exagerar no fermento, nem adicionar menos fermento do que o necessário. Imaginemos aquele fermento de padeiro, que vem em saquetas e tem um aspecto granulado; para um quilo de farinha, basta cerca de meia-saqueta, ou duas colheres e meia de chá cheias. Outro ponto importantíssimo, é que não deverá adicionar água fria nem quente à massa, mas sim água morna, um pouco mais quente que a temperatura das mãos.

A princípio, todas estes “truques” para saber a consistência do pão ou quando é que o pão está mesmo cozido irão parecer-lhe muito difíceis, mas, quando conseguir interiorizar estas informações e automatizar este processo, fazer o seu próprio pão será a coisa mais agradável do mundo. Caso o seu pão saia mal na primeira vez ou na segunda, não desespere - é perfeitamente normal. Terá de experimentar uma nova consistência da massa, ou pôr menos ou mais fermento, ou ajustar a temperatura ou a altura da grelha do forno, até encontrar a sua maneira perfeita de fazer pão caseiro.

farinha Pão à “minha” maneira:

Dificuldade: média (com o tempo, será fácílimo!)

Tempo: 5 a 10 minutos de preparação + 45 a 1h30 de descanço da massa (dependerá da temperatura ambiente - quanto mais calor estiver, menos tempo a massa demora a crescer) + 30/40m de cozedura.

Utensílios: duas formas para pão de forma untadas e salpicadas com farinha (depois de untar as formas, passe farinha e sacuda o excesso. Assim, o pão irá soltar-se mais facilmente após a cozedura.), um recipiente de plástico grande para amassar o pão, vários pano de cozinha limpos, uma vara de metal ou madeira, as suas mãos e o seu carinho para criar o pão.

Ingredientes:

  • Meio-quilo de farinha de trigo branca (sem fermento)
  • Meio-quilo de farinha de trigo integral (caso não queira pôr farinha integral, não se esqueça que tem de pôr farinha branca no lugar da integral, ficando assim 1 quilo den farinha branca, no total)
  • Meia saqueta de fermento de padeiro
  • Opcional - Um punhado de sementes variadas (sementes de girassol, sementes de sésamo, flocos de aveia e/ou arroz integral cozido, por exemplo…)
  • Sal a gosto
  • Água morna a gosto

Preparação:

  1. Comece por misturar a farinha branca com a farinha integral, as sementes, o fermento de padeiro e o sal, dentro do recipiente de plástico grande. Misture tudo muito bem.
  2. A pouco e pouco, adicione alguma água morna e continue a amassar. Ao contrário da massa para pizzas, a massa do pão deverá ter uma consistência mole e pegajosa. Se você não conseguir amassar, por causa da massa está a colar demasiadamente os movimentos da sua mão, adicione um pouco mais de água. Deverá parar de adicionar água, quando a massa estiver pegajosa e homogénea, e sentir os movimentos da sua mão um pouco presos, mas não demasiadamente.
  3. Para saber se a consistência é a ideal, feche os dedos; ao abrir a mão, sentirá a resistência da massa e não conseguirá abrir os dedos imediatamente. Também poderá levantar a massa, e verificará que o recipiente de plástico virá um pouco agarrado a ela. Amasse durante mais alguns minutos após ter atingido a consistencia desejada.
  4. Coloque a massa nas duas formas untadas, até esta atingir o meio das formas. Não encha as formas totalmente, pois lembre-se que o pão irá crescer. Se sobrar massa, o que às vezes acontece quando se adiciona mais farinha ou sementes ou quando as formas não têm o tamanho ideial, unte mais uma forma e faça mais um pão com essa massa.
  5. Tape as formas com o pano de cozinha, e deixe-as num lugar morno, até que a massa tenha crescido para cerca do dobro.
  6. Coza o pão em forno bem quente até que este se apresente dourado por cima (dependendo do forno, cerca de 20 a 45m.). Nessa altura, retire um dos pães do forno e espete-lhe uma vara de pau ou arame. Se esta sair com massa agarrada, é porque o pão ainda não está cozido. Só deverá retirar o pão do forno quando, ao espetar a vara no pão, esta sair seca ou parcialmente seca (alguns pães têm o miolo um pouco pegajoso quando estão quentes).
  7. Retire o pão quando este parecer bem cozido, e, com cuidado, faça o último teste da boa cozedura: desenforme o pão e bata na côdea inferior como se estivesse a bater à porta: se o som for oco e seco, o pão está pronto; se o som for macíço e cheio, pode ser que o seu pão ainda tenha de voltar um pouco mais ao forno.
  8. Último truque; isto é importante: se o pão que acabou de fazer arrefecer ao ar, irá ficar duro que nem pedras. Para evitar que isso aconteça, enrole bem cada pão em dois ou três panos de cozinha. Se tiver uma toalha de cozinha para tapar os pães enrolados, melhor.

Nota: não vale a pena desanimar se ao tentar cortar o seu pão quente este se desmanchar aos pedaços. É perfeitamente normal. O pão caseiro geralmente só fica com a consistencia normal depois de frio.

Lembre-se: Se a massa for mais mole, o pão será mais fofo. Se a massa for mais dura, este será mais consistente. Experimente fazer pão com diferentes consistencias até encontrar a que mais lhe agrada.

bread

Depois de dominar a técnica do pão caseiro, poderá fazer o seu pão com outros ingredientes a gosto, como passas, frutos secos, açúcar e cacau, nozes, sementes, arroz cozido, flocos de aveia, leite, milho doce cozido, etc.

Delicie-se!


Para as mãmas e bebés- Semana da amamentação

Outubro 8, 2007

   Começa hoje, Segunda-feira, dia 8 de Outubro, a semana da amamentação. Uma semana dedicada à reflexão sobre a importância da amamentação materna na saúde do recém-nascido e na relação mãe/bebé. Esta semana é uma oportunidade para difundir a importância que tem a amamentação e desmistificar muitas das razões que têm origem na decisão de muitas mães em não amamentarem os seus filhos.

   O leite materno é de extrema importância na saúde de um recém-nascido, não só a nível da sua nutrição, mas também (com muita importância) a nível imunológico. Através da amamentação, a progenitora fornece ao recém-nascido, anti-corpos, que oferecem protecção contra os agentes patogénicos do meio ambiente. Funciona então como uma espécie de vacina, a primeira a que a criança é submetida. Esta propriedade do leite materno não é compartilhada pelos outros produtos que se possa dar à criança, como o leite proveniente de animais. Portanto, a amamentação oferece algo que outros produtos não podem oferecer- protecção.

   Muitas mulheres optam por não amamentar os seus filhos por diversas razões. Algumas devido a razões médicas (quando sob o efeito de determinada medicação, as mães ficam impedidas de amamentar os bebés), mas muitas outras devido a falta de informação sobre a importância deste acto eternamente natural, ou por preconceitos como a ideia de que pode ser doloroso ou que é possível substituir os atributos do leite materno.

   O facto de não se amamentar, não significa necessariamente que a relação entre a progenitora e o recém-nascido fique prejudicada. Mas a proximidade física que a amamentação implica contribui para o desenvolvimento de laços afectivos, de muita importância no desenvolvimento futuro da criança.

   A relação entre mãe e filho tem no primeiro ano de vida uma importância muito grande no desenvolvimento psicológico da criança, sendo o acto de amamentar o natural transporte para a garantia da saúde do bebé. No final, conclui-se que os recém-nascidos, só têm a ganhar com este acto tão natural. A amamentação é algo insubstituível, da qual nenhuma criança deve ser privada. Portanto, é necessário que se informe correctamente as futuras mães e se mostre as vantagens que esta dádiva pode representar na saúde dos seus filhos. É uma questão de alimentação, saúde e família. É algo que toca a todos, pois todos devemos passar por essa fase.

MAMÃS!!! AMAMENTEM!!!

 Mãe e Bebé

  

Saiba mais e em maior promenor:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1306821&idCanal=undefined
http://www.ordemenfermeiros.pt/index.print.php?page=29&view=news:Print&id=128


Renascimento

Outubro 7, 2007

A madeira morta surge abundantemente em redor da minha casa após cada Verão seco e escaldante. Há ervas secas por todos os lados, a terra encontra-se ressequida e sem vida. Mas, quem imaginaria que toda essa “morte” resultaria num renascimento espantoso em cada início de Outono? É fantástico, mas depois da terra estéril ser molhada com as primeiras chuvas após o Verão tudo se cobre de pequenos rebentos tenros!

O Outono é uma das minhas estações preferidas. A temperatura fica mais amena, as árvores de folha caduca preparam-se para “hibernar”, as primeiras núvens pintam o céu de ricas texturas ao pôr-do-sol. As primeiras chuvas entram nos torrões de terra seca e envolvem cada semente com vida húmida.

rebentos-de-outono-07-10-07-15.JPG

Após a “morte” causada pelo sol, pelo calor, pelo vento seco, a terra parece outra. Fértil, apetitosa para as mãos. Apetece semear mil e uma coisas na terra, apenas com a ajuda das mãos. Apetece passear nos bosques ao sol morno da tarde!

E quem não tem um quintal ou uma parcela de terra onde semear plantas e flores, pode sempre encher algumas floreiras de terra fresca e começar a criar um pedaço de natureza à janela de sua casa. Segundo o livro “A Força Curativa da Cor”, de Sue Lilly e Simon Lilly,  até um simples vaso à janela pode ajudar a restaurar o seu equilíbrio e perspectivas.